2 de out de 2016

Eu bem que tento...

Pois é. Eu tento deixar de me envolver em política, mas não adianta, ela não me deixa! Desde nova, sempre estive no meio político, e parece que não vou sair dele tão cedo. Lembro que essa minha paixão começou com o grande Mário Covas, exemplo de pessoa, de politico. Aprendi muito naquela época, já no PSDB.  E lá se vão 27 anos! É tempo. Quantas eleições nesses anos todos? Quantos candidatos? Nem sei. 
Mas o que me faz escrever hoje é justamente a comparação que acabei fazendo entre as épocas, já que hoje passei o dia como fiscal do PSDB e tive bastante tempo pra pensar.
Tudo mudou muito. Lembro que naquela época as pessoas eram mais formais, o que tinha um lado que pode até ser considerado ruim, mas que por outro lado nos trazia uma seriedade que nos faz muita falta. Eleição era algo sério, um momento de profunda reflexão. As pessoas se importavam de verdade, era uma solenidade para a qual todos se preparavam, se arrumavam com suas melhores roupas, havia uma seriedade no ar que hoje não consegui detectar, a não ser em alguns mais daquela época. Vi pessoas irem votar quase peladas, e outros como se tivessem acabado de levantar da cama. Pode parecer besteira isso, mas a forma com que nos preparamos para um evento, seja ele qual for, demonstra a importância desse evento para nós. Não é a roupa, é a postura. Foram poucos, felizmente, mas os poucos que vi me fizeram refletir no que elas estavam pensando quando sairam de casa. Provavelmente algo mais ou menos assim: "Ai que saco, deixa logo ir votar pra ficar livre dessa m....". Não percebem que essa m... é a própria vida delas.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a total alienação de alguns. Pessoas que chegavam às portas da cabine sem ter a mínima idéia de quem iriam votar. Paravam na porta meio perdidas, olhavam nas fotos dos candidatos e quase faziam uni-duni-te! Que triste isso! Eleições municipais ocorrem a cada quatro anos, não é algo que aconteça todo mês, algo que nos canse. Uma vez em cada quatro anos! Será que não dá pra gastar um tempinho pra avaliar os candidatos? Pra avaliar o que é melhor para sua própria cidade? Aí, essas mesmas pessoas, esses mesmos alienados que só votam por obrigação, vão sentar e reclamar de tudo, vão infernizar os administradores eleitos, sem se lembrarem que foram eles que os colocaram lá.  
Outra coisa importante: toda galinha cacareja muito quando bota um ovo. Estou louca? Não, eu explico. Não basta fazer, você tem que mostrar que faz, tem que cacarejar seus feitos, se almeja algum cargo público, via política. Você pode até ser um Ghandi, uma Madre Teresa, mas se não falar vai acabar ficando pra trás. Sei bem do que estou falando. Portanto, cacarejem senhores, divulguem suas obras, estejam visíveis, porque fazer sem cacarejar, não adianta, ao menos para se eleger.
Aí vem o que mais me deixou enojada. Sim, enojada. Candidatos que não conseguem mostrar suas propostas ou trabalhos realizados e partem para denegrir a imagem dos adversários. Baixaria. Jogo sujo. O que eu vi acontecer nesta campanha é algo impensável, vai á beira da insanidade mental. Muito triste que as pessoas se sujeitem à maldade, e pior, achem que estão certas. Não parece eleição para administradores públicos, parecem mais torcedores de times de futebol se engalfinhando, numa guerra absurda, onde todos perdem, principalmente a vergonha. Lute pelo seu candidato, mas por ele, não contra os outros. Fale de suas realizações, de suas obras, de seus projetos. O resultado da campanha suja aqui em nossa cidade por exemplo, mostra que não vale a pena. É um tiro no pé. Além do mais, se o seu, ou o meu candidato não é eleito, o jogo passa pra outra fase. Agora a fase é de ajudar os eleitos a melhorarem as nossas cidades e não procurar derrubá-los, já que os prejudicados seremos nós mesmos.
Gente, por favor, usem o cérebro, é uma ferramenta sensacional que nós temos. Parem de pensar pequeno, vejam o macro-ambiente político, pensem e ajam pensando no todo e não apenas nos seus mundinhos particulares.
No mais essa eleição me ensinou muito, muito mesmo. Valeu. Sensação absurda de dever cumprido, de ter feito a minha parte enquanto cidadã. E, se eu um dia precisar reclamar, eu terei esse direito,  eu o conquistei porque trabalhei pra isso. Agora, quem tratou eleição como aborrecimento, como joguinho, como uma coisa menor, devia mais era morder a lingua antes de abir a boca e ficar quietinho.
Meus agradecimentos ao PSDB, meu partido de coração há tantos anos. Orgulho demais de fazer parte e estar do lado de tanta gente boa e vitoriosa.
Enfim, vamos agora a novas lutas. Temos a Lava-Jato ainda com um longo caminho a percorrer, fim do foro privilegiado, e muitas outras batalhas pela frente. E aí, vai ficar sentado reclamando ou vai ajudar?

14 de set de 2016

E chegou o grande dia!

Quem me conhece há pouco tempo, talvez não entenda a dimensão da minha vibração com o que aconteceu hoje. Eu não estou lutando pelo fim do PT de agora, são anos, no mínimo uns 20 anos, muito antes deles chegarem ao poder, quando eu brigava, e muito, para abrir os olhos das pessoas sobre tudo que hoje infelizmente se comprovou. Adoraria estar enganada. Fui cabo eleitoral do Covas nos anos 80, e de lá pra cá nunca abandonei a luta política. Na campanha de 2010 batalhei muito pela eleição do Serra, e em um grupo do PSDB na internet conheci muitos amigos que tenho até hoje, amigos de luta, amigos briguentos, que dão a cara a tapa pelo Brasil. Quando o grupo foi obrigado a se encerrar por conta do período eleitoral, criamos uma rede chamada LIGA DO BEM. Era uma espécie de Facebook anti-PT. Nem lembro mais quantos associados tinhamos, mas era muita gente. Aliás, foi nessa época, e também a partir da rede do Serra que surgiu, além da Liga, o Revoltados On Line. A Liga acabou mas o Revoltados hoje todos conhecem bem. Muitas brigas, muitas discussões, muitas passeatas, muitas campanhas. Só quem passou por tudo isso sabe o que estou falando e o que significa a data de hoje para nós. Que sejam minhas testemunhas Marlene, Nanci, Paulo, Silvia, Cristiane, Luciane, Cláudia, Vania, entre tantos outros que ainda estão comigo no Face desde aquela época. Chegou o dia amigos. Parabéns a cada um que, à sua maneira, lutou por um ideal. Muitos podem achar loucura, besteira, mas nós, os loucos e bobos estavamos certos e nada disso teria acontecido se tivessem nos ouvido lá atrás. Parabéns a todos que acreditaram, que foram pra rua mesmo com as pessoas falando que não ia dar em nada, que eramos tontos. Valeu! Saudades da Liga! Beijos aos meus queridos amigos da Rede Serra e da Liga do Bem. Sempre juntos! Vencemos uma batalha, das grandes, mas muito há ainda por fazer. Temos que reconstruir um país!

11 de set de 2016

Vamos falar da "bendita" política!

Tenho avaliado algumas posturas de eleitores ao longo da minha vida. Sempre fui bastante engajada politicamente pois acredito que se eu quero o melhor para o meu país, não é sentada reclamando que vou ajudar, é preciso agir, fazer parte. Vejo que a população está realmente exausta, e com muita razão, de toda a politicagem que existe no Brasil. E aí está o ponto. O brasileiro tem que ser contra a politicagem, não contra a política. E aqui vale explicar o que significada cada uma:
"Política - arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).
Politicagem - política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes."
Assim, é preciso que se entenda que a política em si não é algo ruim, mas algo necessário. Se a política e todos os políticos são ruins, por que em outros países funciona? Deduz-se portanto, que o problema está nas pessoas, no caráter das pessoas.
Porque estou falando isso? Porque não podemos desacreditar da política, nós precisamos de administradores, não podemos eliminar todos os políticos da face da terra. Seria de novo como aquele exemplo que já dei antes, quando o marido que pega a mulher no sofá com outro dá fim no sofá. Existem pessoas boas e más em qualquer função. Cabe ao eleitor checar quem é o candidato, suas obras, sua história, como se conduz na sua vida, como é reconhecido, o que seus amigos dizem dele. Hoje ainda não temos obrigatoriedade de concurso para os cargos políticos, o que, na minha opinião, seria o mais correto, então só nos restar avaliar quem são as pessoas que estão se candidatando.
Existe um conceito de quem é bom não se mete com política. Por que não? Os bons é que tem que se meter nisso sim. Senão estamos perdidos. Muita gente está se candidatando hoje porque não aguenta ver o que acontece e quer sim agir para mudar o que vê. Como disse, ficar sentado reclamando não adianta nada. Então eles resolvem agir. Tem que ter um voto de confiança, mesmo porque não temos escolha.
Não votar, anular voto, votar em branco, é dar espaço aos que tem mais fama, e provavelmente aos que tem mais fanáticos. Não pense que ao se abster você não está contribuindo para nada. Está sim. Dilma foi eleita graças a quem não votou, anulou, ou votou em branco, foram votos a menos para os demais candidatos. Não sei se seria melhor ou pior com eles, jamais saberemos, mas eu tentei fazer algo melhor, e você que não votou ou anulou?
Outra coisa que tem me deixado profundamente irritada, especialmente em minha cidade, é a verve com que os adeptos de determinada candidatura atacam os demais candidatos. Gente, não tem nada de bom pra falar de seu candidato não? Acho que não, porque ficam gastando seu tempo brigando e falando mal dos outros. Que feio, que campanha suja! E acham que são melhores? Definitivamente não.
O fato é que ninguém é perfeito, mas temos que nos esforçar para escolher bem, avaliar, pesquisar, e votar sim. Acreditem, a politica não é ruim, o que fizermos dela é que pode vir a ser. É como o dinheiro que muitos falam que é coisa do demônio! Não, não é não. O uso dele é que pode ser mau ou bom, dependendo do caráter de quem o utiliza.
Pense, vote consciente. O nosso destino está nas mãos de todos nós. Faça a sua parte bem feita.

4 de set de 2016

O coração e o cérebro


Difícil não falar em política no atual cenário que vivemos no país. Impossível ficar alheio, viver alienado, afinal é a nossa vida que está em "jogo". Os ânimos estão exaltados, a violência física e moral chega aos limites da insanidade, e acabamos por agredir a nós mesmos, esquecendo que quem é a causa ou pode nos dar a solução não se afeta em nada. Nos últimos anos conseguiram nos separar por cor, classe social, gênero, crença, enfim, nos separaram em tudo. Nos classificaram como gado marcado. E assim vamos seguindo. Enquanto não nos dermos conta do nosso poder na união, continuaremos como gado. Claro que não defendo que todos pensem da mesma forma, isso seria, além de impossível, tremendamente chato. Mas que nos respeitemos. Se você e petista, me respeite, eu não sou. Se você é evangélico ou católico, me respeite, eu não sou. Eu vou respeitar você, sempre. São suas escolhas, é a sua vida, e eu não tenho absolutamente nada a ver com isso. Em questões políticas, no entanto, a sua escolha afeta a minha vida sim. Mas nem por isso tenho o direito de lhe ofender, de lhe criticar, de lhe atacar. As conversas podem e devem ser construtivas, os espaços devem ser respeitados. Não vou na página de um adversário político atacar seu candidato, não vou depredar seu material, isso não vai ajudar em nada o meu candidato. O que vai ajudar o meu candidato é ele mesmo, sua história, suas obras, seu caráter. Não se pode apagar o que ele fez ou criar algo que não fez. Por isso acredito numa campanha limpa. Quem tem o que mostrar não precisa atacar ninguém. Fale bem de você, divulgue a você e a seu trabalho e propostas, e que seus eleitores façam o mesmo. Ataques são de quem não tem nada a mostrar de bom. Ataques são frutos de ódio, algo que o coração sente, mas que o cérebro não assimila. E na hora de votar, de escolher o futuro de nosso país, de nosso estado, de nossa cidade, o que vale é o cérebro, a razão. Emoção nessas horas pode atrapalhar, e muito. Pense com o cérebro, vote consciente, seja respeitoso, e vamos construir um país melhor. Afinal, todos queremos viver em paz, ou não?

28 de ago de 2016

O tempo passa...voltei!

Três anos se passaram desde a minha última postagem. A vida anda tão corrida que não temos tempo nem mais para escrever um pequeno texto. Que loucura!
Mas esta semana visitei meu blog e reli meus textos. Muito bacana essa experiência. É como ver fotos antigas, mas com as fotos falando. Um olhar para um eu que não existe mais da mesma forma, para um eu daquela época. E quer saber? Não mudei muito não. Pelo menos nas idéias, nos pensamentos, nos ideais. E isso me leva à conclusão que não envelhecemos em nossos pensamentos, apenas o corpo passa no tempo. 
O que escrevi ficou. Ainda que eu não estivesse mais neste mundo e que meu corpo já tivesse virado pó, minhas palavras e pensamentos continuariam para a eternidade. Um dia, alguém poderia ler e me conhecer sem nunca ter me encontrado. Isso é comum acontecer com grandes escritores, artistas, mas um ser humano comum evapora nas lembranças também, e aqui não, aqui ele permanece. Gostei.
Um diário escrito em papel se deteriora, a pessoa some, suas coisas se perdem, ela  deixa de existir até mesmo nas lembranças das pessoas através das gerações,  mas a internet nos dá a eternidade. Que estranho, que fantástico!
Por isso vou voltar a escrever. Se alguém vai ler não sei. Se servirá para algo, também não sei, mas espero que sim, afinal, ninguém é tão nada que não possa passar algo a alguém.
Plagiando o grande mestre Goulart de Andrade, que esta semana deixou o plano físico, mas que com certeza estará eternamente em suas idéias e pensamentos aqui na rede também, eu faço um convite a você: VEM COMIGO!



"LUJINHA" DA CLAUDINHA

http://www.zazzle.com.br/clautulimoschi*

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