29 de ago de 2010

Luzes da Ribalta

Luzes, aplausos, reconhecimento, o carinho do público. Esse é o alimento do artista. É o ar que ele respira, é seu motivo para viver.
Além da minha dedicação ao fado e aos artistas de fado emigrantes, já há algum tempo venho realizando um trabalho junto com a pesquisadora Thais Matarazzo, sobre grandes nomes da chamada "Era de Ouro" do rádio brasileiro. Isso tem me trazido uma riqueza cultural imensa, e me alertado para um fato muito triste que ocorre tanto no Brasil como em Portugal - a falta de memória e respeito com nossos artistas quando envelhecem. As luzes da ribalta se apagam, tirando deles sua razão maior de viver, e do público a oportunidade de os conhecer.
É natural com a idade que as pessoas de aposentem, se retirem de suas atividades, para poder descansar e aproveitar a chamada terceira-idade. Mas para o artista isso não é um prêmio depois de anos de labuta, é antes um castigo por ter ficado velho. Ele não podia ter ficado velho, ele não tinha esse direito.
Fiz a locução de dezenas de podcasts "Cardápio Cultural", e por diversas vezes nos deparamos com a mesma tristeza em nossos artistas. "Não somos mais nada". "Não nos querem mais". Isso é muito cruel. Principalmente porque não é uma escolha do público, é uma imposição financeira e da mídia. Francamente, se o público gosta de tanta porcaria que empurram em seus ouvidos, com certeza amariam ouvir música e cantores de qualidade. Artistas que são do tempo em que era preciso ser bom para "chegar lá", em que gravadoras e programas de rádio e tv pagavam cachés para os artistas. Hoje estamos no tempo das celebridades instantâneas, onde o valor se dá a quem paga por ele. Não é preciso ser bom, não precisa saber cantar, basta pagar.
Quanto aos artistas emigrantes, de qualquer idade, podíamos chamá-los de artistas expatriados, pois parece que ao sairem de seu país, foram por ele renegados. Como se fossem traidores de sua pátria e esse fosse o preço a pagar pela sua escolha. Aqui e lá são estrangeiros. Vivem num limbo de identidade. Falo especificamente dos artistas portugueses no Brasil. Não sei o que se passa com os emigrantes portugueses em outros países, mas creio que deve acontecer o mesmo.
É preciso que valorizemos a cultura como um todo, sem discriminá-la. Cultura é atemporal, não tem idade. E nossos artistas, mais que pessoas, são suas obras.
Nós podemos mudar tudo isso. Toda grande mudança começa com pequenas ações. Eu estou fazendo a minha parte, e você?

"Porque um país sem memória, não é apenas um país sem passado, é um país sem futuro." (Rui Barbosa)

Fiquem com o tema de "Luzes da Ribalta", de Charles Chaplin

Beijos e até a próxima!



27 de ago de 2010

Melhor não...

"Um casal sai de férias para um hotel-fazenda.

O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta da pesca e resolve tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.
Chega um guarda do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde e pensa: "será que não é óbvio?"
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa..
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guarda.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia madame, diz ele. E vai embora.

MORAL DA HISTÓRIA:
NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. CERTAMENTE ELA PENSA..."

26 de ago de 2010

Vamos começar!

Então, hoje resolvi escrever. É complicado esse processo, eu preciso estar inspirada, preciso estar "no clima", senão não sai nada, nem adianta. Tenho feito muitas coisas na vida, já fui professora de inglês, de marketing, secretária, consultora de exportação, já vendi doces na porta da faculdade que me formei, já forneci sobremesas para restaurantes, já fiz blogues, sites, trabalhei com publicidade, locução, escrevi para jornais, criei podcasts e uma rádio, trabalhei para grandes e pequenas empresas, já trabalhei por conta e agora, por conta de uma LER, não trabalho mais. Ai, cansei!
Nestes últimos 4 anos tenho me dedicado à música portuguesa, ao fado, algo que me dá muito prazer, e muitas decepções também, infelizmente. Prazer porque amo a cultura portuguesa, origem da minha família, amo o fado, arte que me criou, mas me decepciono com as pessoas, aliás, é meio óbvio isso, porque só pessoas decepcionam. Nunca me decpcionei com um gato ou um cachorro, nem com passarinhos.
O ser humano é decepcionante.
Queria que se importassem mais com o outro e menos consigo mesmos, mais com o mundo e menos com seu umbigo. Mas a raça humana, apesar de viver em sociedade, é egoísta. Há exceções, felizmente, senão seria inviável viver. Mas as relações em sociedade em geral são permeadas de ciúmes, inveja, competição. Alôô! Vamos chegar todos no mesmo lugar um dia, sabiam? No subsolo. E lá, ah lá não tem jeito amigo. Portanto o que importa é o que deixamos aqui no andar de cima, a marca que criamos. Como queremos ser lembrados?
Bem, eu quero ser lembrada como alguém alegre, positivo, pra cima, alguém amigo e animal (humano não, já disse o que penso do ser humano). Eu quero ser lembrada pelos meus atos, pelas atitudes positivas; quero deixar saudade.
Essa sou eu, e quero partilhar com vocês meus pensamentos malucos, quem sabe não encontro seres do meu planeta vivendo por aqui?
Só peço que não se assustem comigo, não sou dona da verdade, sou dona da MINHA verdade. Aceito críticas, mas não ofensas. Não concorda comigo? Argumente e me convença, eu o desafio, sou flexível e gosto de aprender.
Bem vindo ao meu pequeno mundo virtual. E se é maluco como eu, siga-me!

Beijokas

"LUJINHA" DA CLAUDINHA

http://www.zazzle.com.br/clautulimoschi*

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