10 de out de 2010

Grande empresa admite:

Olá amigos. Hoje vamos fazer um exercício de imaginação. Estamos numa grande empresa, que atua em diversos segmentos da economia, e em todos os setores. Temos milhares, milhões de funcionários e as despesas administrativas são absurdamente altas, mas os lucros também. Nossa empresa é uma sociedade anônima e nossos investidores estão sempre à espreita do comportamento de nossas ações no mercado. Na parte financeira temos que ter cuidado, pois gastamos mais que ganhamos e temos um sério problema de desvio de dinheiro e caixa 2. Sabemos quem são os responsáveis por essas perdas financeiras, mas não podemos fazer nada porque são pessoas influentes, traria muitos problemas, sabe como é.
Em nossa empresa , de tempos em tempos, renovamos a diretoria toda e o executivo chefe também. Uma chance para resolver vários problemas internos que atrapalham o desenvolvimento da companhia. Os contratados terão salário bem acima da média de mercado, além de diversos benefícios, extensivos a seus familiares.
Pois bem, num cenário como esse, qual seria o funcionário ideal para assumir o cargo? Como você preencheria o campo "Qualificações exigidas"? Pediria antecedentes criminais? Atestados que comprovassem a escolaridade? Referências? Empregos anteriores?
Pense bem. Você está dando a sua empresa, o seu maior bem, nas mãos desse executivo. Milhares, milhões de pessoas serão afetadas pelo que você dicidir, bem ou mal. É o cargo de maior importância na companhia. Daria preferência a alguém conhecido, ou só as referências bastariam?
Pois bem, estamos contratanto um grande executivo no Brasil, sim porque ele é nosso funcionário e não nosso patrão.
Eu faço essa analogia, e imagino que alguém também já tenha feito, porque acredito que no Brasil estamos nos esquecendo do que é ser Presidente da República. Ser o principal mandatário de uma Nação é uma imensa responsabilidade, da qual dependem milhões de vidas e o futuro de outros milhões, por décadas. Não se pode votar, escolher a pessoa que irá ocupar esse cargo pela ilusão, pelo marketing. Quando você contrata um funcionário desse porte, você precisa mais, ele não te entrega uma propaganda, ele tem que te entregar fundamentos, comprovações. Não basta o sorriso bonito, a aparência bem cuidada, não basta ser por fora "bela viola", porque por dentro, pode ser "pão bolorento", como diz o ditado antigo. E gente, musiquinha não conta na hora de trabalhar, musiquinha é pra cargo de cantor, animador de festas etc.
O presidente não é o amiguinho, o bobo da corte, ele é o Presidente da República. Ele não está lá para nos divertir, mas sim para trabalhar, nós pagamos o seu salário, e pagamos muito bem diga-se de passagem. Não basta idealismo e boa vontade. Para qualquer emprego nesse país existem exigências. Nosso povo rala pra conseguir uma vaguinha de salário mínimo. Você mesmo, o quanto teve que batalhar para estar onde está? Foi fácil conseguir o seu emprego?
Também não gostaria que o funcionário de minha empresa, saísse várias vezes do serviço mais cedo, ou até faltasse, porque está indo ajudar o seu amigo a escrever o currículum para se candidatar à vaga. Acordem companheiros e companheiras! Não estamos no Reino de Alice, tem muita coisa pra fazer, muita coisa pra consertar e muito que melhorar.
Isto não é um jogo de futebol, com dois times tentando fazer gol. É a nossa vida, é o futuro de nossos filhos. A decisão que tomarmos afetará toda a empresa por esta e por várias gerações.
Não estou fazendo campanha aqui para o candidato A ou o candidato B, estou a favor do Brasil, do povo, do meu país, do meu futuro e do futuro de nossos filhos. Isto não é um campeonato!
Por isso, como qualquer chefe de RH faria, acho que devemos analisar tudo, fazer um estudo do curriculum, dos antecedentes, das referências, das tarefas já executadas em empregos anteriores e das propostas.
E cuidado com as referências, elas tem que ter idoneidade também, e não serem referências de pessoas que estão na promessa de uma vaga, caso o candidato seja contratado. A postura também é importante, não se iludam com lágrimas e figuras de coitadinhos, nenhum deles é isso, são muito inteligentes, fortes e preparados para a concorrêcia, não se enganem.
A responsabilidade dessa contratação é nossa, e o resultado da companhia será nosso mérito, ou nossa culpa.
Chega de lutas, de ofensas, de agressões entre nós. Temos que pensar e dicidir com a cabeça, avaliando todos os cenários e todas as informações disponíveis. Às vezes parece que estamos numa arena, dos tempos de Roma, nos degladiando. Ei, estamos do mesmo lado, o NOSSO lado!
Pensem, temos tempo para avaliar e reavaliar nossas posições.
Boa campanha e bom voto a todos! Sejam bons contratantes.

Vamos ouvir Zé Ramalho, em "Meu País", de Livardo Alves,Orlando Tejo e Gilvan Chaves.
Uma canção que infelizmente, permanece atemporal. Até quando? Só depende de nós.

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