22 de set de 2011

10 coisas que...

Nosso dia-a-dia tem andado tão estressante, que quando encontramos algo bem-humorado vale a pena e é até obrigatório que divulguemos. 
Numa de minhas viagens na net conheci esta figura. Um comediante alemão que  atua em teatro, cinema e apresenta sketches na TV alemã. Seu nome é Michael Kessler. Inteligentíssimo, de um humor puro, sem grandes elaborações, talvez por isso mesmo tão contundente e contagiante. Não precisa nem entender alemão, os gestos, caras e bocas são universais. Vale a pena ver abaixo a interminável série dele sobre 10 coisas que....
Seu site oficial é http://www.michaelkessler.tv/
Tenho certeza que também vai arrancar boas gargalhadas de vocês.
Beijos

14 de set de 2011

Globalizando a dor

"I would rather walk with a friend in the dark, than alone in the light." Helen Keller
(Eu preferiria caminhar com um amigo na escuridão, do que sozinha na luz)
Andei ausente por vários dias, ainda estou ausente de certa forma. Passei, aliás passamos, por um momento muito doloroso em nossas vidas, mas infelizmente um momento do qual ninguém escapa. Desde que o mundo é mundo que o homem sabe que sua vida é finita, mas nem por isso se torna mais fácil aceitar uma partida. Minha avozinha se foi...estranho até escrever isso, parece irreal. Escrevo para que eu mesma acredite, para reforçar a realidade. Foram duas semanas, ou três, já nem sei, de um mergulho profundo na dor, na crueldade e na realidade da vida. Perdemos a inocência, perdemos uma parte de nossa alegria, uma grande parte. Nossos olhos já não brilham como antes e esse brilho não mais voltará. Mas uma frase que nos disseram acho que nos traz um pouco de conforto - "Vocês deram um presente para Deus. Devolveram a Ele, algo que Ele amorosamente lhes emprestou por 94 anos". E é verdade. Não somos de ninguém, somos de Deus, e a Ele voltaremos todos um dia. 
Costumo dizer que das piores coisas da minha vida surgiram as melhores coisas da minha vida. Tem sido assim a minha vida toda. E desta vez não seria diferente. Mesmo diante de tamanha perda, de tanta tristeza, recebi presentes valiosos. Um deles, a felicidade do encontro de dois amigos muito queridos. Encontro que se tornou possível justamente pelo acontecimento triste. E o outro, o mundo de amigos que nos apoiaram, o carinho que recebemos, as orações de gente que nunca vi pessoalmente. Este é o novo mundo. A nova forma de se sofrer, hoje se sofre em conjunto, se globaliza a dor. Recebemos mensagens do mundo todo, orações de todos os cantos, inclusive mais até do que de pessoas que nos conhecem e que conviveram com a avozinha. Foi um alento receber tanto carinho desinteressado, tantas mensagens de apoio, de preocupação. Isso nos alimentou o coração e só nos resta agradecer.
Há tantas coisas negativas que falam da internet, das redes sociais, mas eu não concordo. Acho que é uma benção ter uma ferramenta como essas, o uso que pessoas más fazem dela é que é condenável.
Não nos sentimos sozinhas um minuto sequer, sabemos que oraram conosco, que sofreram conosco, que torceram por nós. Isso tem uma energia tamanha que é quase paupável. Por menor que tenha sido sua mensagem, saiba que ela aqueceu nossos corações. 
Obrigada a todos vocês, mesmo aos que não escreveram, mas acompanharam em silêncio. Perdoem-me por dividir este momento com vocês sem que me pedissem ou autorizassem, mas saibam que foram muito importantes para nós.
No mundo moderno as perdas e dores existem, mas o conforto e o alento são mais reconfortantes. 
Saibamos usar a tecnologia para o bem, sempre, e cada vez mais nos tornaremos unidos como uma grande família. Acho que o Cara lá de cima vai ficar muito feliz.
Beijos no coração de cada um de vocês.

3 de set de 2011

Delícia de texto!

Estava justamente pensando sobre o que iria escrever hoje, procurando inspiração e, antes que escrevesse abobrinhas, recebi um e-mail de meu amigo Carlos Santos com um texto incrível e acho que vocês vão se deliciar também. 
Valeu Carlos!
O texto é de Guaraci Neves.

No frigir dos ovos....

Pergunta:
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto,sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão:
"no frigir dos ovos"?

Resposta:

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.

Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha ; são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..

Entenderam agora o que significa "no frigir dos ovos"?


1 de set de 2011

Caras-pintadas de quê?

Realmente sou de outra geração. Sempre achei essa constatação "coisa de velho". Pois então, estou ficando velha mesmo. A minha geração aprendeu a lutar por ideais, aprendeu a se adaptar a transições políticas e tecnológicas. Crescemos vendo realmente o mundo mudar. Acho que nos tornamos meio sobreviventes, tudo foi muito intenso em nossas vidas. Nascemos, pelo menos os de minha idade, com a TV preto e branco, com as novelas iniciando, telefone de ficha, refrigerante em garrafa de vidro, a cartela da loteria era furadinha, os discos eram de vinil e computador era coisa do desenho animado "Os Jetsons". Escola pública era coisa de gente fina, nós pobres mortais tinhamos que nos contentar com a escolinha particular. Máquina de escrever, quem não fez curso de datilografia? Aos poucos as coisas foram mudando, no início bem devagar. Lembram do acetato colorido que colocavamos na tela da TV para ela ficar "colorida"? E a gente achava o máximo! Veio a máquina de escrever elétrica, a fita corretiva, e finalmente o computador. Lembro bem que na época dos caras-pintadas dos anos 90 já haviam computadores mas a internet ainda não era algo tão comum. Todo o movimento para o impeachment do então Presidente Collor, foi orquestrado sem a internet. De uma maneira fantástica jovens foram às ruas lutarem pelo que achavam certo, brigarem contra a corrupção, pelo bem do Brasil. Tinham orgulho de pintarem o verde e amarelo em seus rostos, indo pra guerra, a guerra pela justiça, pela dignidade. Se mobilizaram sem as facilidades de hoje. Collor saiu. O Brasil estava salvo! Hein? Espera, volta o filme, salvo de quê mesmo? Da corrupção? Se passaram 20  anos. O que mudou? Muita coisa. Sim, muita coisa mudou. Hoje temos TVs 3D, hiper-mega-ultra finas, desenvolveram até TVs que em breve assistiremos em qualquer superfície, como nossas mãos por exemplo. Não precisamos mais sair de casa para fazermos compras, para falar com amigos, para pagar contas. Nos vemos através de monitores, ao vivo, a cores, conhecemos o mundo em minutos, atravessamos oceanos em segundos. Tudo está mais veloz, mais fácil, mais acessível. Menos a nossa coragem. Agora o Brasil é especialista em corrupção. Nos tornamos doutores. O erro do Collor foi fazer a coisa muito abruptamente.Quis tirar o dinheiro do povo todo de uma vez só. Mas eles aperfeiçoaram a técnica, e começaram aos pouquinhos, devagarinho, até chegarmos onde estamos hoje, eles tiram fortunas e ninguém dá a mínima. Diante de tantos escândalos de corrupção que o Brasil vem assistindo diariamente nos últimos anos, uma pergunta se torna recorrente - onde estão os caras-pintadas? Eu fui procurar a resposta. E o que achei? Os caras-pintadas hoje lutam para que a abertura da copa do mundo seja em Brasilia! Não, não é brincadeira. Oras, mas afinal qual o problema? O Brasil está bem. Temos mais é que pensar em Copa do Mundo e Olimpíadas, nada mais nos preocupa. Aí eu penso. Quem eram os cara-pintadas dos anos 90? Eles eram os mesmos que hoje estão ao lado e no próprio governo. Brigaram, lutaram por ideais, entraram no mesmo lugar e estão fazendo a mesma coisa. Ou seja, só mudaram as moscas. Há anos que vejo ensaios de manifestações, greves, passeatas, mas que ficam só na convocação. A não ser as que promovem liberação das drogas, opções sexuais, construção de estádio de futebol, coisas realmente urgentes. Gente, duas décadas atrás, sem internet, paramos o país por conta de um fato. Hoje temos "trocentos" fatos extremos para nos manifestar, e temos ferramentas como Facebook, Orkut, e-mail, Skype, temos tudo, e por que não dá certo? O que falta? Onde está nossa garra? Estão programando uma imensa paralização para o 7 de setembro. Eu já me pergunto se as pessoas vão deixar de viajar no feriado para participar. Mas enfim, vamos ter esperança que dessa vez a coisa vai. Desejo do fundo do coração que a independência seja realmente comemorada. Independência em todos os sentidos. Que o grito este ano seja do povo. O brado retumbante tem que ecoar, ou vamos precisar que um português venha nos salvar novamente? Acho que eles agora tem problemas tão grandes quanto os nossos, não vai ter outro D.Pedro não.
E aí? Vamos pintar nossas caras de verde e amarelo ou com o vermelho da vergonha?

"Brava gente brasileira! 
Longe vá... temor servil: 
Ou ficar a pátria livre 
Ou morrer pelo Brasil. 
Não temais ímpias falanges, 
Que apresentam face hostil; 
Vossos peitos, vossos braços 
São muralhas do Brasil."


"LUJINHA" DA CLAUDINHA

http://www.zazzle.com.br/clautulimoschi*

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