12 de jul de 2012

Mizaru, Kikazaru e Iwazaru

Faz algum tempo que não escrevo. Não porque não tenha nada a dizer, mas por pura falta de tempo. Porém hoje tive que me forçar a parar e postar alguma coisa. Outro dia recebi uma mensagem no Facebook, na verdade uma manifestação para que se boicote a manifestação e a propaganda política no Face. Pensei, analisei e resolvi dar minha opinião, mesmo que ninguém a tenha pedido e que a mesma não interesse a ninguém, ou até mesmo incomode a muitos.
Sempre fui bastante engajada em movimentos que julgo justos, sejam eles políticos ou não e acho que ter um espaço como o Facebook é uma esperança para que diversas coisas mudem neste mundo que vivemos. É através da internet, e ultimamente principalmente por causa desta ferramenta que muitos movimentos populares se formaram e inclusive já promoveram mudanças importantíssimas para a sociedade . É certo afirmar também que na contra-mão do bom cidadão, também o mal de aproveita da mesma ferramenta para atingir mais e mais pessoas e espalhar suas cicatrizes. No entanto, não vejo lógica em não usarmos algo que se nos coloca à disposição para que possamos discutir sadiamente idéias e ideais, inclusive políticos. Tal manifestação me parece mais uma tentativa de censura manipulada por quem tem medo que, sabendo de nossa força, juntos possamos mudar algo que beneficia a poucos.
Não concordo com tal censura e peço desculpas a quem não gostar de política, mas se eu tiver vontade de falar, vou falar sim, você sempre terá a opção de excluir meu comentário ou deixar de seu meu amigo. Ninguém é obrigado a concordar comigo e nem mesmo a ler o que escrevo, você tem escolha, manifeste-a mas não me impeça de lutar pelo que acho justo e correto. Com discussões sadias podemos educar quem ainda começa a viver sua cidadania. Não há que começar essa jornada já com uma censura, ainda mais vinda de nós mesmos, se é que é assim mesmo, isenta. Informação é alimento para o povo, um alimento necessário à democracia e que hoje está restrito a mídias nem sempre confiáveis. Não me calarei e peço que ninguém se cale. Se eu não gostar de algo que leia, discutirei, ou simplesmente ignorarei, tenho a opção, e assim espero que hajam comigo. Lembrei da história dos três macacos sábios. Existe uma interpretação, que diz que não se deve ouvir tudo, nem falar tudo, nem enxergar tudo, devemos filtrar o que se apresenta, no entanto deixo aqui como uma imagem da maneira como querem que sejamos e como não devemos ser jamais. Devemos ouvir sim, devemos falar sim, devemos enxergar sim, sempre, principalmente em busca de nossos ideais, daquilo que acreditamos e achamos justo. Isso é viver em democracia. Proibir, impedir o outro de se manifestar pra mim é o oposto. Não podemos viver só no mundo de Alice, com mensagens e flores, com poemas e amores, seria lindo, mas o mundo não é assim e não podemos fingir que é.

"Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam." Platão

Portanto, escolha você quem vai te governar, não deixe para ser escolhido por qualquer um, ou pelos mesmos.

Os macaquinhos, conhecidos como 'Três Macacos Sábios', ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século 17 localizado na cidade de Nikko, no Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são 'mizaru' (o que cobre os olhos), 'kikazaru' (o que tapa os ouvidos) e 'iwazaru' (o que tampa a boca), que na língua é traduzido como 'não ouça o mal', 'não fale o mal' e 'não veja o mal'. A palavra 'saru', em japonês, significa 'macaco' e tem o mesmo som da terminação verbal 'zaru'. 
O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês, no século 8. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição.



fonte: http://www.portaldascuriosidades.com

"LUJINHA" DA CLAUDINHA

http://www.zazzle.com.br/clautulimoschi*

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